• Junot Neto

TÉCNICAS DE SUTURA DE TENDÃO PARA A CIRURGIA DA MÃO (DR JUNOT NETO)

Ø PODEM SER DIVIDIDOS EM 3 GRUPOS: URBANIAK, CAHILL E MORTENSON

1. GRUPO 1: Sutura de aplica força de cisalhamento no tendão paralelo aos feixes de colágeno. (sutura simples)

2. GRUPO 2: A tração longitudinal da sutura é convertida em força compressiva. (bunnell)

3. GRUPO 3: É a mais forte. A carga sobre o tendão aplica força compressiva de cisalhamento longitudinal. (pulvertaft)

Ø SUTURAS EPITENDÍNEAS:

· PONTO CONTÍNUO:

Geralmente utilizada para regularizar os cotos do tendão após uma sutura central.

· SUTURA DE SILFVERSKIOLD E ANDERSON:

Utilizada como um ponto de reforço nas suturas, principalmente nos tendões extensores.

Ø SUTURAS CENTRAIS:

· SUTURA DE BUNNELL:

Não está em uso pois a sutura intratendínea cruzada pode comprometer a vascularização do tendão.

· SUTURA DE BUNNELL MODIFICADA POR KLEINERT:

É mais fácil de realizar e provavelmente causa menos isquemia intratendínea.

· SUTURA DE KESSLER:

1. Amarrar um nó perto da extremidade da primeira sutura e incluir ¼ da largura do tendão na primeira passagem da agulha transversalmente.

2. A agulha passa longitudinalmente através de um segmento, emergindo na superfície do coto.

3. O fio é passado longitudinalmente através do segundo coto do tendão.

4. A segunda agulha passa transversalmente através do outro segmento do tendão.

5. A agulha é passada longitudinalmente através de um segmento, emergindo na superfície do coto.

6. A sutura está concluída, mas os cotos ainda não estão aproximados.

7. Os dois nós colocados diagonalmente são amarrados.

· SUTURA DE KESSLER MODIFICADA:

Utiliza apenas um fio e o nó é colocado na superfície dos cotos dos tendões.

1. Passar a agulha por dentro da superfície dos cotos de um lado do tendão cortado e sair na superfície do tendão.

2. Passar a sutura transversalmente, pegando uma pequena porção da superfície do tendão, e sair no lado oposto.

3. Passar a agulha através da superfície de corte para dentro do outro coto do tendão.

4. Passar transversalmente pegando uma pequena porção da superfície do outro tendão.

5. Passar novamente longitudinalmente pelo tendão até sair na superfície dos cotos.

6. Amarrar o nós depois de deslizar o tendão pela sutura.

· SUTURA DE TAJIMA:

Utiliza dois fios e os nós ficarão na superfície dos cotos do tendão. Por utilizar dois fios, facilita a sutura em locais mais difíceis.

1. Passar a agulha para dentro de uma das superfícies do coto do tendão e então para fora do tendão 5mm – 10mm da sua extremidade.

2. Passar a sutura transversalmente por pelo coto.

3. Passar longitudinalmente por dentro do tendão até a superfície do coto.

4. Utilizando outro fio de sutura, repetir os passos acima no outro coto do tendão.

Realizar o nó da sutura na extremidade dos cotos do tendão.

Ø SUTURA TÉRMINO-LATERAL DE PULVERTAFT:

Utilizada com frequência nas cirurgias de transferência de tendão. As passagens do tendão devem ser em ângulos agudos.

1. Perfurar o tendão receptor através do centro com uma lâmina de bisturi número 11 e prender a lâmina no lado oposto com uma pinça hemostática reta.

2. Retirar a lâmina levando a pinça com ela.

3. Prender com cuidado a extremidade do tendão a ser transferido e então traze-la através da fenda.

4. Suturar o tendão em cada passada.

5. Sepultar a extremidade do tendão transferido após a última passada.

6. O coto distal do tendão receptor deve ser cortado para possibilitar a localização central do tendão menor (transferido).

· STRICKLAND:

Ø SUTURAS SUGERIDAS PELO GREEN:

Ø KRAKOW (CAMPBELL 2016)

Ø SEIS CARACTERÍSTICAS DE UMA REPARAÇÃO IDEAL DE STRICKLAND:

1. Colocação fácil de sutura de tendão.

2. Nós de sutura seguros.

3. Junção lisa das extremidades dos tendões.

4. Mínimo espaçamento dos locais de sutura.

5. Mínima interferência com a vascularização do tendão.

6. Resistência suficiente durante toda a cicatrização para possibilitar a cicatrização.

Ø MATERIAL DE SUTURA:

Nylon mantém a sua resistência a força de ruptura por mais tempo do que o Prolene.

Agulha cilíndrica é preferível do que agulha cortante pois é menos traumática.

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